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Louvai o Senhor e rendei-lhe graças!



terça-feira, 22 de junho de 2010

ESPIRITUALIDADE DO PADRE


Diante de todas as apresentações escandalosas apresentadas pela mídia e meios de comunicação, resolvi este mês de junho, onde comemoramos grandes santos popula-res, escrever um pouco sobre a ESPIRITUALIDADE DO PADRE.
Acreditamos que é de fundamental importância, todos nós, Igreja de Cristo, estar unidos em oração pela vocação e ministério daqueles que se fizeram protagonistas da pedagogia de Jesus.
É importante entendermos a ESPIRITUALIDADE como um mosaico, um con-junto harmonioso, e não como uma colcha de retalhos.
O tempo presente deve ser entendido como um tempo que infelizmente percute as indiferenças. A busca da fé acontece desolada, não sendo mais algo tão forte.
Assim sendo, a primeira característica de um bom padre é viver a espiritualidade da intempérie, nas tempestades, buscando um trabalho pastoral como um poço sem fun-do mais com equilíbrio e sem ativismo.
É necessário definir que o padre não é funcionário da Igreja e nem um profissio-nal do altar, mais servo e discípulo a serviço.
Dom Aloísio dizia que o Brasil é um país católico de alma pagã, isso para exem-plificar que há muitos batizados e poucos evangelizadores.
Daí surge muitas perguntas. Será que nossa economia é cristã? A nossas famílias são cristãs? A nossa política? As nossas relações?
Nosso problema católico não é em número mais em qualidade. Há muito a falta de testemunho e autenticidade.
Por isso, a espiritualidade do padre deve ser a espiritualidade da conjuntura, li-gada a confiança e não ao otimismo, a espiritualidade da fidelidade e não a do êxito, afinal a experiência de evangelizar é difícil e árdua e, não segura de sucesso!
A espiritualidade do padre é a rica fonte da espiritualidade cristã, que trás os nomes e personas de Deus, traduzidos em amor, humildade, verdade e misericórdia.
Outro aspecto importante da vida do padre é a espiritualidade do serviço oculto, se apresentando como servo, como aquele que lava-lhes os pés, redescobrindo a neces-sidade do serviço aos últimos.
Importante é apresentar a vida do padre formada por uma espiritualidade acom-panhada, com relações autênticas, também por uma espiritualidade compartilhada vi-vendo a fraternidade e não a síndrome da solidão.
Rezemos para que nossos padres não mergulhem no ativismo se devorando na “febre” de cativar e curar a todos.
Rezemos para que eles não mergulhem na “anemia” espiritual com falta de ora-ção, fidelidade e amor a Jesus.
Rezemos por nossos padres “Baygon” que são descompensados, ao invés de a-trair, repelem.
Rezemos para que a nossa Igreja forme e seja direcionada por homens e mulheres santos, que buscam sem medo.
Assim, busque você também beber da espiritualidade de Jesus sendo autêntico Cristão.


Weisller Jefferson dos Santos- seminarista filosofia

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TESTAMENTO DE JESUS CRISTO

Eu, Jesus de Nazaré, vendo que se aproxima a minha hora de deixar o mundo, estando na posse das minhas faculdades para assinar este documento, desejo repartir os meus bens entre as pessoas mais chegadas a mim. Mas, como vou ser entregue como cordeiro para salvação da humanidade, penso que é conveniente deixar os meus bens a todos.
Deixo todas as coisas que, desde o meu nascimento, estiveram presentes na minha vida e marcaram de um modo significativo.
Assim:
Deixo a Estrela que conduziu os Magos a Belém, aos desorientados e a todos os precisam ver claro, todos os que desejam ser guiados ou que servem de guias.
Deixo o manjedoura e o estábulo aos que não têm nada, nem se quer um lugar para se resguardar, uma fogueira para se aquecer ou um amigo com quem falar.
Deixo as minhas Sandálias aos que desejam empreender o caminho do bem, aos que estão dispostos a seguir-me até ao fim.
Deixo a Bacia onde lavei os pés, aos que querem servir, a quem desejar ser pequeno diante dos homens, pois esse será grande aos olhos de meu Pai.
Deixo o Prato onde parti o pão, aos que promovem a fraternidade para que estejam sempre dispostos a amar acima de tudo e a todos.
Deixo o Cálice, aos sedentos de um mundo melhor e de uma vida mais justa.
Deixo a Cruz a todos aqueles que estiverem dispostos a carregar com ela os desafios e sofrimentos para vencer a lutas do dia a dia.
Deixo a Túnica, a todo aquele que a dividir e repartir.
Também quero deixar como legado, a toda a humanidade, as atitudes que guiaram a minha vida, atitudes que quero que guiem também as vossas vidas.
Deixo a minha Palavra, e Ensino, que o Pai me confiou, a todo aquele que a escuta e põe em prática. Deixo a todos os que desejarem partilhá-la.
Deixo a Humildade a quem estiver disposto a trabalhar pela expansão do Reino dos Céus.
Deixo o meu Ombro, a todo aquele que precisar de um amigo em quem possa reclinar a cabeça, ao abatido pelo cansaço do caminho para que possa descansar e recobrar forças para continuar caminhando.
Mas porque amo a Humanidade, por quem tanto sofri, deixo-me a Mim Mesmo no mistério da Eucaristia, para vós busquem seres santos e discípulos meus.
Eu estarei convosco até ao fim dos tempos.
Jesus Cristo