Diante de todas as apresentações escandalosas apresentadas pela mídia e meios de comunicação, resolvi este mês de junho, onde comemoramos grandes santos popula-res, escrever um pouco sobre a ESPIRITUALIDADE DO PADRE.
Acreditamos que é de fundamental importância, todos nós, Igreja de Cristo, estar unidos em oração pela vocação e ministério daqueles que se fizeram protagonistas da pedagogia de Jesus.
É importante entendermos a ESPIRITUALIDADE como um mosaico, um con-junto harmonioso, e não como uma colcha de retalhos.
O tempo presente deve ser entendido como um tempo que infelizmente percute as indiferenças. A busca da fé acontece desolada, não sendo mais algo tão forte.
Assim sendo, a primeira característica de um bom padre é viver a espiritualidade da intempérie, nas tempestades, buscando um trabalho pastoral como um poço sem fun-do mais com equilíbrio e sem ativismo.
É necessário definir que o padre não é funcionário da Igreja e nem um profissio-nal do altar, mais servo e discípulo a serviço.
Dom Aloísio dizia que o Brasil é um país católico de alma pagã, isso para exem-plificar que há muitos batizados e poucos evangelizadores.
Daí surge muitas perguntas. Será que nossa economia é cristã? A nossas famílias são cristãs? A nossa política? As nossas relações?
Nosso problema católico não é em número mais em qualidade. Há muito a falta de testemunho e autenticidade.
Por isso, a espiritualidade do padre deve ser a espiritualidade da conjuntura, li-gada a confiança e não ao otimismo, a espiritualidade da fidelidade e não a do êxito, afinal a experiência de evangelizar é difícil e árdua e, não segura de sucesso!
A espiritualidade do padre é a rica fonte da espiritualidade cristã, que trás os nomes e personas de Deus, traduzidos em amor, humildade, verdade e misericórdia.
Outro aspecto importante da vida do padre é a espiritualidade do serviço oculto, se apresentando como servo, como aquele que lava-lhes os pés, redescobrindo a neces-sidade do serviço aos últimos.
Importante é apresentar a vida do padre formada por uma espiritualidade acom-panhada, com relações autênticas, também por uma espiritualidade compartilhada vi-vendo a fraternidade e não a síndrome da solidão.
Rezemos para que nossos padres não mergulhem no ativismo se devorando na “febre” de cativar e curar a todos.
Rezemos para que eles não mergulhem na “anemia” espiritual com falta de ora-ção, fidelidade e amor a Jesus.
Rezemos por nossos padres “Baygon” que são descompensados, ao invés de a-trair, repelem.
Rezemos para que a nossa Igreja forme e seja direcionada por homens e mulheres santos, que buscam sem medo.
Assim, busque você também beber da espiritualidade de Jesus sendo autêntico Cristão.
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